A inspiração da vez foi a MARAVILHOSA reportagem sobre a ‘Bioquímica do Amor’ no Globo Repórter.
Acho realmente reconfortante para nós, desesperançados e solteiros de plantão, saber que na hora certa encontraremos no ar os feromônios que farão nossa respiração desregular, nosso coração acelerar, nossa fala embaralhar...
Mas fala sério, isso acabou com todo o romantismo que existia no meu coração ( Ou seria no meu cérebro? ):
- Se o amor a primeira vista é devido a atração simultânea pelo nosso físico, onde entra a paquera?
-Se falar besteira são os hormônios embaralhados, onde está o nervosismo, o olhar de tirar o fôlego?
-Se a paixão é o reconhecimento de um parceiro ideal para a procriação, onde se esconde o culpido?
-Se o amor é a memorização de todos os dados, cheiros, ondas emitidas pelo parceiro ideal, cadê a admiração crescente por aquela pessoa que, por gestos e palavras, tornam-se merecedores do nosso coração?
-Se as diferenças são propositais, de modo que a prole torne-se mais forte e resistente a doenças, onde entra a superação diária dos obstáculos em busca de um propósito maior?
-Se o beijo é a primeira penetração, como pode-se dizer que somos inocentes depois dele?
-Se o primeiro ato sexual é quando oficialmente nos tornamos apaixonados por reconhecer por inteiro as características do amado, de que adianta tudo antes?
Que a molecada não leve isso tão a serio, porque se as coisas hoje em dia já estão tão frívolas e precoces, imagina com a ciência dizendo: o Amor é ciência, sentimentos são resultantes de sinapses nervosas.... Vai ser o fim do pingo de romantismo e delicadeza que ainda existe... Mas ainda sim, adorei a reportagem... Pra quem ainda ao viu, procurem assistir.
( Para o coleguinha Daniel/Cidão ;D ... Achei lindas as ilustrações, e coloquei essa aqui, já que combina com o assunto! )


